Uma composição de Luiz Marzano requer nossa atenção de uma maneira mais demorada e cuidadosa.
Trata-se do Hino da Coroação Pontifícia de Nossa Senhora
do Pilar de Ouro Preto.
Afinal, mesmo que na contemporaneidade muitos ouropretanos
sequer tenham conhecimento a respeito do Maestro Marzano, a quase totalidade
daqueles que perseveram nas tradições religiosas da cidade, de modo particular
na Paróquia de Nossa Senhora do Pilar, conhecem “de cor e salteado”, como se
costuma dizer por lá, esse hino por ele composto.
Sob a regência dos maestros da Banda do Rosário, sob
todos aqueles que sucederam Luiz Marzano até a presente data, os músicos
executam o hino dolente e vigoroso, a cada final de procissão de Nossa Senhora
do Pilar, enquanto sua linda imagem em madeira entalhada entra pelas portas da
basílica e os fiéis cantam com emoção e fé, repetindo entre os versos
da música, as orações sugeridas pelo pároco.
“Salve, oh Mater
singular, Padroeira vitalícia de Ouro Preto secular que com a coroa pontifícia
maior que a do soberano vem a fronte te adornar. Ó, Mãe dos ouropretanos, ó
Senhora do Pilar!”
Sobre o hino há um interessante artigo que procura
estabelecer um diálogo entre aspectos da letra do mesmo e a representação
arquitetônica da Basílica do Pilar, intitulado: “O Hino ‘Salve ó
Mater Singular”, expressão da comunicação simbólica das
artes na Basílica de Nossa Senhora do Pilar da Cidade de Ouro Preto MG”, escrito
por Maria da Consolação Anunciação e Maria Agripina Neves, publicado no site ouropreto.com.br
(disponível em: https://www.ouropreto.com.br/secao/artigo/o-hino-salve-o-mater-singular-expressao-da-comunicacao-simbolica-das-artes-na-basilica-de-nossa-senhora-do-pilar-da-cidade-de-ouro-preto,
acessado em 02 de fevereiro de 2023).
Para acessar a partitura em formato pdf, clique no endereço abaixo:
https://drive.google.com/file/d/1ZfVaStPx8Sn5i6-yMlyviyFS5SOaXyZH/view?usp=share_link
[1] Em entrevista concedida a Maria do Carmo Correa para o Informativo Ouro Preto, em março de 1969, Luiz Marzano mencionaria Hermínio Barbosa como possível letrista de sua então mais nova composição, a valsa “Rosa na Sombra”. Desconhecemos a existência dessa letra.



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