Paralelamente à alfaiataria, Luiz Marzano manteve sempre uma loja de tecidos e afins, como cobertores, outras confecções,etc. Procurava se manter atualizado, “comprava revistas de moda masculina, comuns na época, para adquirir conhecimentos dos novos modos de corte e costura e, depois de aprendê-los, procurava transmiti-los aos seus oficiais e mesmo aos concorrentes" (Marzano Filho, Luiz . Um Sonho... o Éden. P. 109).
Seu
último endereço comercial foi o da Rua São José, número 83. São desse lugar,
impregnado de lembranças e saudades, as melhores memórias desse avô.
Ali ele
trabalhava, ali ele atendia seus clientes, sempre com bom humor e
disponibilidade para uma conversa.
Se você nasceu em Ouro Preto, há alguns anos atrás, há de se lembrar dos seus manequins. Seus famosos manequins, e Oliver Hardy e Stan Laurel – o Gordo e o Magro. Foram admirados e fotografados incontáveis vezes, por ouropretanos, por curiosos, por turistas e até mesmo por artistas que passaram por aquela calçada da Rua São José.
Tanto é
verdade que uma foto da Alfaiataria Moderna, com seus manequins à porta foi
parar no Metropolitam Museum of Arts, em Nova Iorque. A referida foto foi
tirada em 1956, por Esther Bubley, um dos ícones da história da fotografia e
fotojornalismo que, passando em Ouro Preto durante uma viagem a trabalho pela
América Latina, capturou um momento especial e mágico, reunindo dois outros
homens aos bonecos, os quatro voltados a olhar uma mulher que passava na
calçada.
O grande
pintor e artista Alberto da Veiga Guignard, que residiu em Ouro Preto nos seus
últimos anos de vida, também se deixou flagrar pela câmera à porta da Loja Marzano, em
companhia e diálogo com os manequins de Luiz Marzano.
Após o
falecimento de Luiz Marzano, em 1972, sua filha caçula, Lygia, continuou à
frente da Loja Marzano por aproximadamente mais 30 anos.
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| Luiz Marzano e seus manequins 1971 |



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