Há histórias que nunca foram contadas. De outras, sabemos parte. Outras ainda só iremos saber se formos costurando os retalhos que a memória de muitos traz, aos poucos, à claridade.
Essa história de agora, que começamos a contar, é feita de muitas histórias, de muitas memórias (e, lógico, re-desenhadas e re-inventadas por essas mesmas memórias). Talvez não seja de todo verdadeira, talvez muitos fatos estejam alterados, muitas datas equivocadas.
Essa é a história de um homem. Nem sabemos, ao certo, se foi um homem cuja história tenha alguma relevância ou importância de cunho social ou histórico. Se é uma história que mereça ser conhecida por muitos. Mas, para nós, que fazemos – de certa forma – parte da história desse homem, é uma história que merece ser contada. Nela encontramos um pouco de nossas verdades, nela reconhecemos alguns de nossos talentos e de nossos sonhos. Ela talvez explique algumas de nossas fraquezas. Ela nos une a um grupo, com particularidades, com uma identidade.
Pois bem, é mesmo assim. Ao reconstruir a história de Luiz Marzano, muitas outras se fazem e se fizeram. Talvez tenhamos tempo para contá-las por aqui, talvez elas fiquem apenas em nossa memória. Com certeza elas contribuíram para o que estamos contando agora. É uma história construída por um grupo. E olha que tem gente por aqui que já não está nem mais entre nós, mas cujo trechinho da fala é de muito valor.
Esperamos que gostem de ouvi-la.
![]() |
Luiz Marzano em sua Alfaiataria Moderna com seus manequins 1968 |

Nenhum comentário:
Postar um comentário