Era
menina, quando nosso avô Luiz Marzano faleceu. A LEMBRANÇA é do meu pai fazendo
o comunicado do seu falecimento e eu ouvindo, enquanto subia as escadas do
quintal para a cozinha.
Entrei
em casa, fui pro quarto e fiquei com a IMPRESSÃO, que não iria mais a Ouro
Preto (nem de passagem para Guarapari).
Entre
LEMBRANÇAS E IMPRESSÕES, creio que as próximas vão também trazer boas e
divertidas recordações do nosso avô, também para vocês:
·
Aquela linda escada colorida em tons pastéis
da sua moradia. A divisória era na vertical, unindo a terra ao céu... quem
nunca dançou, descendo aquelas escadas, imaginando cenas de Fred Astaire...
·
O dia de sábado e a hora do seu banho: Era um
verdadeiro ritual para acompanhar calada e observar os “mínimos detalhes ...”
·
Suas frases memoráveis: Para as netas, sempre
tinha um cumprimento, no mínimo perturbador: “Cadê as pererecas do vovô”? Isso
me causava um certo desconforto e timidez de menina... rsrsrs
·
Sua filosofia de vida (segundo relato do meu
pai Luiz Marzano): “Marzano é assim, você joga na parede: se colar é artista, se
cair é ladrão.” Meu pai sempre justificava comigo que chegou a tocar bateria,
mas os estudos o impossibilitou de dedicar a música. Vai saber... rsrsrs
Com
o pouco que tenho de LEMBRANÇA e IMPRESSÃO do nosso avô (título este dado pela
prima Cristina para a minha crônica), me sinto feliz e prestigiada por ser a
“perereca do vovô” e por ser artista, pois minha profissão é Professora de
Arte. Parece que passei no teste. Para os demais ainda há tempo... Nosso avô
nos espera no Juízo Final... rsrsrs
Um
beijo grande para todos os meus parentes,
Luisiana
Marzano
13/02/2023
![]() |
Luiz Marzano com filhos e netos em confraternização familiar. |

Nenhum comentário:
Postar um comentário